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Como Escolher um GPS para Mapeamento

Por jason.hooten

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10 August 2021

Nos últimos 20+ anos, mapeei e treinei outras pessoas para mapear uma variedade de itens. Já ajudei em inventários de árvores, treinei engenheiros da Força Aérea para mapear e realizar inspeções de pistas de pouso, treinei equipes do Departamento de Transportes (DOT) para fazer inventários de sinalização, delimitações de áreas úmidas, inventários elétricos, de recursos hídricos — e muitas outras aplicações.   Em todas essas ocasiões, tive a sorte de trabalhar com ótimas pessoas que usavam o GPS como uma ferramenta para concluir suas tarefas.

Realizar inventários em massa ou apenas uma atualização simples com tecnologia de coleta de dados em campo é o que alimenta um GIS (Sistema de Informação Geográfica) e o mantém saudável e útil. Eu amo o trabalho de campo.

Tive o prazer e a honra de trabalhar para alguns dos principais fabricantes desse tipo de tecnologia. Isso me permitiu enxergar além da propaganda bonita e do marketing exagerado.   Se você está pensando em investir em tecnologia de hardware para coleta de dados em campo, aqui estão alguns pontos a considerar para tornar seu uso mais eficiente e agradável:

  1. Em que tipo de ambiente você vai trabalhar?

Se você trabalha em condições adversas, então verificar o grau de proteção IP de um dispositivo é muito importante. IP significa Proteção contra Ingressos (Ingress Protection), e diz respeito ao nível de vedação do equipamento contra entrada de sólidos e água.

O gráfico a seguir da Nema Enclosures ilustra o que cada número representa. Ao revisar as especificações dos equipamentos, isso pode ser muito útil para determinar qual dispositivo será resistente o suficiente para seu ambiente de campo. A maioria dos receptores GNSS de nível comercial possui classificação IP65 ou superior.     Coletoras de dados, que podem incluir seu celular ou tablet, geralmente não têm classificação alta e podem exigir um estojo adicional de terceiros para maior proteção.

IP65

  1. Qual nível de precisão você precisa — e qual você deseja?

Faço essa pergunta dessa forma porque muitas vezes o que alguém quer e o que realmente precisa são coisas diferentes. Ao longo dos anos, sempre perguntei: “Qual a precisão necessária?” — e a resposta quase sempre foi: “A mais precisa possível.”   Então, quando informo o valor necessário para atingir esse nível de precisão, a exigência geralmente diminui.

Em geral, quanto maior a precisão, maior o custo. No entanto, como todos vimos, os preços estão caindo com o tempo. Há vinte anos, um sistema de mochila com submetro de precisão, datalogger e software custava facilmente US$ 12 mil.     Hoje, equipamentos submétricos custam menos de US$ 3 mil.

Além disso, os receptores estão menores, continuam precisos e com maior autonomia de bateria. Os avanços continuam a tornar os produtos mais robustos, acessíveis e fáceis de integrar às tarefas diárias.    

  1. Qual a flexibilidade de uso que você precisa do seu receptor?

Você será o único usuário? O receptor GNSS será compartilhado? Que tipo de trabalho será realizado? Muitos dispositivos ao longo dos anos foram projetados para uma única configuração: no topo de uma haste. Mas e se você preferir um modelo de mão, porque precisa escalar cercas, passar por vegetação densa ou simplesmente guardá-lo rapidamente em uma bolsa para se concentrar em navegar com segurança por terrenos ou obstáculos difíceis? Ou talvez você prefira um nível mais alto de precisão e consistência, com o receptor montado no topo de uma haste, um coletor de dados preso a ela e um distanciômetro a laser para realizar medições indiretas. Você pode ser um usuário mais casual, que só precisa registrar alguns pontos e posiciona o receptor diretamente sobre a feição a ser coletada. Alguns receptores são flexíveis assim — outros, não.            

Muitas empresas e órgãos públicos já não têm orçamento para adquirir várias unidades, e por isso precisam de um equipamento versátil, que possa ser usado por diferentes pessoas e de várias formas. Algo importante para se pensar.   Como você usará o equipamento — e será só você a usá-lo?

  1. Vai trabalhar o dia todo? Ou apenas alguns dias por mês?

Autonomia de bateria — o equipamento dá conta do ritmo do seu trabalho? Ou melhor: você dá conta do ritmo do equipamento? Pessoalmente, gosto de ter o máximo de autonomia de bateria possível, porque sou ocupado e posso esquecer de carregar um item. Se eu esquecer de carregar o receptor na noite anterior, ainda haverá carga suficiente para realizar ALGUM trabalho? Gosto de que a resposta seja sim. As baterias de íon de lítio realmente aumentaram a duração da carga — inclusive a vida útil quando o aparelho está fora de uso. Antigamente, se o equipamento ficasse na prateleira por mais de uma semana, já estaria descarregado.               Hoje, as baterias mantêm a carga por muito mais tempo, mesmo paradas, e estão prontas para funcionar quando você estiver.

  1. E se algo der errado? Alô... tem alguém aí?

Normalmente eu consigo resolver qualquer problema, mas em ocasiões raras, gosto de saber que existe alguém a quem posso recorrer para obter uma resposta — mesmo que a resposta seja "você cometeu um erro". Sempre que um equipamento para de funcionar ou alguém esquece como usá-lo, tempo e dinheiro estão sendo perdidos — e esses não podem ser recuperados. Por isso, certifique-se de escolher um produto que ofereça suporte. Muitos dispositivos hoje em dia contam apenas com uma página de ajuda online como suporte.       Fabricantes maiores e mais consolidados geralmente têm equipes de suporte com anos de experiência para ajudá-lo a voltar ao trabalho rapidamente — ou para fazer aquela avaliação crítica: seu equipamento precisa de manutenção ou você só precisa de uma orientação?

  1. Preciso de software? São necessários acessórios?

Você escolheu um receptor que atende ao seu orçamento, à precisão desejada e ao seu caso de uso. Ótimo. Mas será que você realmente tem tudo o que precisa? Vai precisar de um software de campo para coleta de dados? Se sim, qual? Existem aplicativos muito específicos para determinadas tarefas e outros mais genéricos que servem para diversas aplicações. Quais formatos eles suportam? Como será o fluxo de trabalho se você escolher um software? Está buscando precisão e boas elevações? Então você precisará montar o sistema em uma haste para posicionar a antena mais alta, manter uma altura de antena consistente e obter o melhor rastreamento possível. Monte o coletor de dados na haste com um suporte compatível com seu dispositivo. Pode ser um celular ou um tablet — de qualquer forma, será necessário um suporte para fixá-lo na haste e assim carregar tudo com uma só mão.                       Vai atravessar mato fechado, subir e descer morros? Talvez uma configuração de mão seja mais adequada.

Há muitos fatores a se considerar antes de comprar — quase o suficiente para dar um nó no cérebro. Mas lembre-se de não se deixar sobrecarregar com jargões técnicos e afins. Fale com um profissional que esteja disposto a ter uma conversa e não apenas a demonstrar o quanto sabe. Quando você compra o produto certo e conta com o suporte adequado, o sucesso é garantido.       Boa sorte na sua próxima compra — e lembre-se de fazer muitas perguntas.